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sexta-feira, 20 de março de 2026

Wagner defende repetição da chapa de 2022 na Bahia e nega envolvimento em caso do Banco Master

O senador Jaques Wagner afirmou que a base governista na Bahia já tem definida a estrutura principal da chapa para as próximas eleições estaduais. Segundo ele, os nomes ao Senado estão encaminhados, com sua própria candidatura e a do ministro da Casa Civil, Rui Costa, enquanto a disputa pelo governo deve permanecer com o atual governador Jerônimo Rodrigues.

Para Wagner, a manutenção da aliança vitoriosa em 2022 é o caminho mais seguro para o grupo político. O senador destacou que já está em ritmo de pré-campanha, assim como Rui Costa e Jerônimo, embora reconheça que ainda faltam ajustes, como a definição dos suplentes e a formalização completa da chapa.

Apesar do cenário avançado, ele ponderou que o processo político ainda não foi totalmente concluído. 

“A parte fundamental, que é governador e Senado, está resolvida, mas ainda não houve o martelo final”, sinalizou, indicando que as articulações seguem em andamento nos bastidores.

Durante a entrevista, Wagner também comentou a repercussão envolvendo o Banco Master e a empresa BK Financeira, ligada à esposa de seu enteado. O senador negou qualquer participação no contrato e afirmou não ter relação com os negócios da família.

Ele classificou o episódio como parte do ambiente de especulações comuns em ano eleitoral e defendeu cautela na análise das denúncias. Segundo Wagner, é necessário separar fatos concretos de acusações infundadas.

O parlamentar ressaltou que os responsáveis já prestaram esclarecimentos e que há uma petição protocolada junto ao Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça, oferecendo acesso a dados fiscais e bancários para comprovar a legalidade da operação.

De acordo com a defesa, o contrato tratava apenas da prospecção e indicação de operações de crédito consignado, sem envolvimento direto com consultoria financeira. Wagner acrescentou ainda que o acordo foi firmado em 2022, antes do atual governo estadual, e posteriormente encerrado.

Ao final, o senador reiterou que mantém uma separação clara entre sua atuação política e os negócios de familiares, reforçando que não há qualquer responsabilidade sua no caso investigado.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Divulgação/Ascom

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