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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

CBF e clubes debatem fim do limite de jogos para transferências e implementação de "times B" no futebol brasileiro


A reformulação do futebol brasileiro ganhou novos capítulos estratégicos nas conversas entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os dirigentes dos clubes nacionais. Após avanços nas diretrizes de formação e elenco, a pauta da próxima reunião de alinhamento já tem dois temas centrais definidos: a flexibilização total no mercado interno de transferências do Campeonato Brasileiro e a regulamentação das equipes filiais, os chamados "times B".

A confirmação das prioridades foi feita por Guilherme Bellintani, proprietário da SAF do Londrina. Segundo o dirigente, as propostas buscam dinamizar o mercado de atletas e otimizar o processo de transição da base para o profissional.

Flexibilização no Brasileirão e o modelo de "times B"

Atualmente, o regulamento da Série A estabelece que um atleta só pode se transferir para outra equipe da mesma divisão se tiver disputado no máximo 12 partidas pelo clube de origem. Ao completar o 13º jogo, a mudança fica vedada para a mesma edição do certame. A proposta em discussão prevê a eliminação desse teto, garantindo maior mobilidade de mercado ao longo da temporada.

A segunda pauta foca na criação de equipes secundárias vinculadas aos clubes principais, espelhando modelos consolidados na Europa (como na Espanha e em Portugal):

"Duas pautas ficaram para um próximo momento. A primeira delas é justamente acabar com o limite de número de jogos para transferência de jogador entre clubes no próprio Campeonato Brasileiro (...) A nossa proposta é que os clubes pudessem, assim como já há em outras ligas europeias, ter um clube B. Que os clubes de Série A, Série B, Série C, qualquer que seja, possam ter um clube B para disputar competições e assim dar espaço para jovens também jogarem"

— Guilherme Bellintani, dono da SAF do Londrina.

A intenção com os "times B" é oferecer rodagem competitiva a atletas jovens que estouraram a idade do sub-20, mas que ainda não têm espaço imediato no elenco principal, mantendo-os em atividade em divisões inferiores do sistema de ligas.
Redução de estrangeiros aprovada

As discussões ocorrem logo após a reunião deliberativa em que a CBF e as agremiações aprovaram um cronograma para a redução progressiva da cota de jogadores estrangeiros relacionados por partida.

Ficou estabelecido que o limite atual — de até nove atletas nascidos fora do país por jogo — será reduzido de forma gradual a partir da temporada de 2027, com a meta de atingir o teto final de até cinco estrangeiros por equipe em 2030. A medida busca reequilibrar a utilização de talentos nacionais nas principais divisões do país.





Por Ataíde Barbosa/Foto: Divulgação/CBF

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