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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Justiça mantém sete suspeitos presos por violência que matou torcedor do Bahia antes do Ba-Vi

A Justiça decidiu manter presos preventivamente sete homens investigados por episódios de violência envolvendo torcedores antes do clássico entre Bahia e Vitória, realizado no último domingo (23), em Salvador. Seis deles são apontados como envolvidos diretamente na morte do torcedor do Bahia José Alexandre Souza Borges, conhecido como Nakombi. A decisão foi tomada durante audiências de custódia realizadas nesta terça-feira (25), com manifestação favorável do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

José Alexandre morreu após ser atacado a facadas na Avenida 29 de Março, na região de Cajazeiras VIII. Outras pessoas também ficaram feridas durante a ação, que ocorreu horas antes do Ba-Vi.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam que o ataque teria sido realizado por um grupo numeroso ligado à Torcida Uniformizada Imbatíveis (TUI). Segundo os elementos apresentados à Justiça, os suspeitos teriam utilizado veículos para interceptar torcedores rivais, provocando a queda de motocicletas e cercando as vítimas.

Durante o confronto, teriam sido utilizados diversos objetos, como facas, barras de ferro, pedaços de madeira, socos-ingleses, pedras e artefatos explosivos improvisados.

Entre os seis investigados pela morte de José Alexandre, um deles teria sido reconhecido por vítimas como participante das agressões. O suspeito também teria sido identificado como um dos ocupantes do veículo usado na ação. Com ele, segundo a investigação, foram encontradas roupas com vestígios de sangue e um soco-inglês.

Outros três investigados foram encontrados pouco tempo depois do crime, entre 15 e 30 minutos após o ataque, a aproximadamente 300 metros do local onde a agressão aconteceu. Eles estavam acompanhados por integrantes da torcida organizada e apresentavam, conforme os investigadores, manchas de sangue nas roupas, nos calçados ou no corpo.

Para a Justiça, os elementos reunidos até o momento apontam para uma ação organizada e previamente articulada, com participação de várias pessoas e utilização de diferentes instrumentos potencialmente ofensivos. A prisão preventiva foi mantida diante da gravidade dos fatos e da necessidade de preservar o andamento das investigações.

Sétimo suspeito também teve prisão convertida

Além dos seis investigados pela morte de José Alexandre, um sétimo homem teve a prisão em flagrante convertida em preventiva em outra audiência relacionada aos episódios de violência registrados antes do clássico.

Ele foi detido na Avenida Afrânio Peixoto, no bairro do Lobato, enquanto estava dentro de um veículo ocupado por integrantes da TUI. No automóvel, policiais encontraram um artefato explosivo artesanal, rojões, socos-ingleses, canivetes, barras de ferro, tinta spray, cordas, faixas e outros materiais associados à atuação da torcida organizada.

Durante o interrogatório, o suspeito afirmou que transportava as barras de ferro para utilizá-las em um possível confronto com integrantes de uma torcida rival.

As decisões ampliam o cerco judicial aos envolvidos nos episódios de violência que antecederam o Ba-Vi e que terminaram com a morte de José Alexandre. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer a participação individual de cada suspeito e identificar outros possíveis envolvidos no ataque.





Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução

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