O jornalista Luan Araújo teve a prisão determinada pela Justiça de São Paulo após deixar de cumprir uma pena alternativa relacionada a uma condenação por difamação envolvendo a ex-deputada federal Carla Zambelli. A decisão foi assinada pelo juiz José Fernando Steinberg, do Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda.
Segundo os autos, Araújo foi condenado ao pagamento de uma indenização após publicar críticas à então parlamentar em decorrência do episódio ocorrido durante a campanha eleitoral de 2022, quando foi perseguido por ela com uma arma de fogo pelas ruas da capital paulista.
Embora tenha sido absolvido da acusação de injúria, o jornalista foi considerado culpado pelo crime de difamação. Como a indenização e demais encargos judiciais, que atualmente somam pouco mais de R$ 2,2 mil, não foram quitados, a Justiça converteu a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade a ser cumprida em regime aberto.
Na decisão publicada no início de junho, o magistrado destacou que o condenado foi regularmente intimado, mas não efetuou o pagamento determinado judicialmente, o que levou à adoção da medida.
O caso tem origem em um episódio que ganhou repercussão nacional às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2022. Na ocasião, Carla Zambelli sacou uma arma de fogo e perseguiu Luan Araújo pelas ruas de São Paulo após uma discussão. A cena foi registrada por testemunhas e amplamente divulgada nas redes sociais e veículos de comunicação.
Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal condenou Zambelli pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma, fixando pena superior a cinco anos de prisão. A ex-deputada também responde a outros processos e atualmente enfrenta uma disputa judicial envolvendo pedido de extradição do Brasil junto às autoridades italianas.
A defesa de Luan Araújo não se manifestou sobre a decisão judicial até o momento.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

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