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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Relatórios da Receita expõem repasses milionários do Banco Master a políticos e ex-ministros


Relatórios da Receita Federal do Brasil encaminhados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado revelam uma série de pagamentos milionários realizados pelo Banco Master a escritórios de advocacia e empresas de consultoria ligadas a políticos e ex-integrantes de governos.

Entre os nomes citados estão o presidente e o vice-presidente do União Brasil, Antonio Rueda e ACM Neto, além do ex-presidente Michel Temer (MDB). Também aparecem na lista o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e ex-ministros como Guido Mantega, Fábio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski.

De acordo com os documentos, os valores pagos variam de acordo com os serviços prestados. O escritório de advocacia de Michel Temer teria recebido R$ 10 milhões em 2025. Já bancas ligadas a Antonio Rueda receberam R$ 6,4 milhões em 2023. No caso de ACM Neto, sua empresa de consultoria acumulou R$ 5,4 milhões entre 2023 e 2025.

Também constam nos relatórios repasses de R$ 5,93 milhões ao escritório de Ricardo Lewandowski entre 2023 e 2025. Empresas vinculadas a Ratinho Júnior receberam valores mais expressivos: a Massa Intermediação somou R$ 24 milhões entre 2022 e 2025, enquanto a Gralha Azul Empreendimentos e Participações recebeu R$ 3 milhões em 2022.

Outros pagamentos incluem R$ 14 milhões destinados a uma consultoria ligada a Guido Mantega entre 2024 e 2025, além de R$ 3,8 milhões para empresa associada a Fábio Wajngarten em 2025. O ex-ministro da Cidadania Ronaldo Bento também aparece na lista, com recebimento de R$ 6,2 milhões.

Em nota, ACM Neto afirmou que prestou serviços ao Banco Master em 2022, período em que não exercia cargo público. Segundo ele, a relação foi formalizada por contrato, com recolhimento regular de tributos, e não havia impedimentos legais para a atividade. O ex-prefeito de Salvador declarou ainda estar “totalmente seguro” quanto à legalidade dos serviços e classificou como estranho o vazamento “seletivo e fragmentado” das informações.

Até o momento, não há confirmação de irregularidades nos contratos mencionados, e os dados fazem parte de investigações em andamento no âmbito da CPI, que busca esclarecer possíveis conexões entre operações financeiras e o crime organizado.





Por Ataíde Barbosa/Foto: Divulgação

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