A Assembleia Legislativa da Bahia aprovou, nesta terça-feira (28), o projeto que estabelece um reajuste salarial de 5,3% para os professores da rede estadual de ensino. A proposta, encaminhada pelo governo estadual, prevê aumento dividido em duas etapas e provocou debates intensos entre parlamentares da base e da oposição durante a sessão plenária.
Conforme o texto aprovado, os profissionais da educação terão recomposição de 3,3% retroativa ao mês de fevereiro de 2026, enquanto os 2% restantes passarão a valer a partir de julho. A medida alcança docentes do Ensino Fundamental, Ensino Médio e da educação indígena, incluindo servidores ativos e aposentados.
A tramitação do projeto foi marcada por tentativas de obstrução e críticas relacionadas ao formato escalonado do reajuste. Deputados da oposição argumentaram que o parcelamento reduz o impacto imediato da valorização salarial e defenderam a antecipação integral do aumento. O deputado Hilton Coelho apresentou emenda para que todo o percentual fosse pago de uma só vez, mas a proposta acabou rejeitada pela maioria da Casa.
Relator da matéria, o deputado Vitor Bonfim afirmou que a alteração sugerida criaria aumento de despesas sem previsão legal, o que poderia gerar questionamentos constitucionais. Já parlamentares governistas defenderam que o reajuste mantém os vencimentos da categoria acima do piso nacional do magistério.
Segundo o Governo da Bahia, o novo valor elevará o salário inicial dos professores da rede estadual para R$ 5.233,26 a partir de junho, superando o piso nacional estipulado para 2026. Na justificativa enviada à ALBA, o governador Jerônimo Rodrigues destacou que a medida beneficia mais de 45 mil profissionais e integra a política de valorização da educação pública no estado.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução


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