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segunda-feira, 9 de março de 2026

Projeto no Congresso propõe elevar pena máxima para feminicídio para até 50 anos de prisão

Uma proposta em análise no Congresso Nacional do Brasil pretende tornar mais rigorosa a punição para crimes de feminicídio no país. O projeto de lei prevê o aumento da pena máxima para esse tipo de crime, passando de 40 para até 50 anos de prisão.

A iniciativa é de autoria do senador Efraim Filho (União Brasil-PB) e surge no ano em que a Lei Maria da Penha completa duas décadas de vigência. Além do aumento da pena, o texto estabelece critérios mais rígidos para a progressão de regime.

De acordo com a proposta, pessoas condenadas por feminicídio deverão cumprir pelo menos 70% da pena para ter direito à progressão de regime. Nos casos em que houver reincidência, o percentual mínimo sobe para 80%.

O projeto também inclui a tipificação do crime de instigação por parte de terceiros que não participam diretamente da violência doméstica ou familiar, mas que intimidam, pressionam ou ameaçam a vítima após a denúncia. A medida busca responsabilizar quem tenta influenciar ou constranger a mulher a retirar a queixa.

Segundo o senador, a proposta permite que medidas protetivas — atualmente aplicadas contra o agressor — também possam ser estendidas a pessoas que tentem desestabilizar ou ameaçar a vítima.

Outro ponto previsto no texto é a criação de um Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por violência doméstica e feminicídio. O banco de dados deverá ser mantido pelo Poder Executivo e reunirá informações provenientes dos estados, do Ministério Público e do Judiciário.

A expectativa é que o sistema contribua para melhorar o monitoramento dos casos e fortaleça as ações de combate à violência contra a mulher em todo o país.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

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