A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputada Ivana Bastos (PSD), manifestou insatisfação nesta terça-feira (3) após o cancelamento prático da sessão plenária por falta de quórum. A reunião, que contava com articulação prévia entre lideranças para apreciação de matérias, acabou não avançando diante da ausência de parlamentares no plenário.
Ivana relatou que passou a manhã em agenda institucional ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, participando de uma reunião do programa Bahia Pela Paz, e que, ao retornar para abrir os trabalhos legislativos, encontrou o plenário vazio.
Segundo a presidente, havia entendimento firmado em reunião de líderes para que a sessão desta terça-feira tivesse votações.
“É frustrante. Houve acordo para garantir a apreciação de projetos, mas não tivemos presença suficiente”, pontuou, reforçando que espera maior comprometimento dos colegas com o funcionamento regular da Casa.
Ivana também afastou, ao menos por ora, qualquer ligação entre o esvaziamento da sessão e episódios recentes de tensão no plenário, incluindo a confusão envolvendo o deputado Leandro de Jesus (PL). Para ela, não há elementos que indiquem que a ausência tenha sido motivada por esse episódio.
Bastidores e possível vaga no TCM
Durante a entrevista, a presidente comentou ainda as especulações sobre a eventual indicação do deputado Adolfo Menezes (PSD) para uma cadeira no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia. O nome do parlamentar, que já presidiu a Assembleia, tem sido citado nos bastidores como possível escolha do Legislativo para a vaga que deve ser aberta no fim do ano.
Ivana afirmou que não recebeu qualquer comunicação formal sobre o tema, mas avaliou positivamente a possibilidade. Segundo ela, caso a indicação se confirme, considera Adolfo um nome qualificado e defende que a Assembleia atue para garantir que um deputado estadual ocupe o espaço no órgão de controle.
A definição sobre a sucessão no tribunal, contudo, deve ocorrer apenas quando a cadeira for oficialmente aberta. Até lá, o debate permanece restrito às articulações políticas internas, enquanto a presidência da Casa tenta retomar o ritmo das votações e evitar novos esvaziamentos no plenário.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Sandra Travassos / ALBA


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