Bruno Reis volta a defender “passarela do apartheid” e diz que estrutura melhora fluxo e arrecadação no Carnaval - Política News

 


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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Bruno Reis volta a defender “passarela do apartheid” e diz que estrutura melhora fluxo e arrecadação no Carnaval

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), voltou a se posicionar publicamente a favor da instalação da chamada “passarela do apartheid” no circuito Barra-Ondina, cuja montagem já está em estágio avançado para o Carnaval de 2026. O tema, que foi alvo de questionamentos judiciais em 2025, reapareceu durante a apresentação oficial da programação e do plano de serviços municipais para a festa, realizada nesta quarta-feira (4).

Ao comentar as críticas, o prefeito afirmou que não há impedimento legal para a estrutura e ressaltou que decisões judiciais anteriores autorizaram sua utilização. Segundo ele, diante da liberação pela legislação e pela Justiça, não haveria motivo para barrar a iniciativa. 

“No ano passado houve questionamentos, a Justiça analisou e decidiu de forma favorável. Este ano, mais uma vez, foi liberado”, declarou.

Bruno Reis argumentou que a passarela tem papel importante na organização do fluxo de foliões em um dos trechos mais congestionados do circuito. De acordo com o gestor, a área próxima ao acesso entre o Morro do Gato e o Morro do Ipiranga concentra grande quantidade de pessoas, o que dificulta a circulação. Para ele, a criação de rotas alternativas ajuda a reduzir gargalos, melhora a prestação dos serviços públicos e oferece mais conforto a quem participa da festa.

O prefeito também associou a defesa da estrutura à estratégia de fortalecimento turístico e financeiro do Carnaval de Salvador. Ele destacou a disputa com outras capitais que realizam grandes festas populares e afirmou que iniciativas capazes de atrair mais visitantes podem ampliar a arrecadação municipal. 

“Se isso representar mais turistas, maior movimentação econômica e a possibilidade de aumentar a receita, inclusive para investir em mais atrações, faço isso com tranquilidade”, afirmou.

Apesar dos argumentos da gestão municipal e dos organizadores, a passarela segue sendo alvo de críticas de movimentos sociais e de parte da população, que enxergam o equipamento como um símbolo de segregação no Carnaval. Já os responsáveis pela estrutura defendem que o objetivo é garantir mais segurança, organização e conforto aos foliões que utilizam o acesso pago.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução/Metropress

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