De “espinha” a tumor vascular: mulher descobre após 19 anos o que havia por trás de caroço no rosto - Política News


 

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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

De “espinha” a tumor vascular: mulher descobre após 19 anos o que havia por trás de caroço no rosto

O que começou na adolescência como um pequeno caroço que parecia uma espinha se transformou em uma descoberta médica que acompanha Hope Schiefer há quase duas décadas. Aos 13 anos, a norte-americana tentou espremer a protuberância no rosto, mas percebeu que não se tratava de uma lesão comum. Hoje, aos 32, ela convive com um hemangioma, alteração vascular benigna formada por vasos sanguíneos.

Hope, que mora em College Station, no Texas, contou que sequer havia notado o caroço inicialmente. A alteração foi percebida depois que uma pessoa da igreja chamou sua atenção para a região do rosto. Na época, ela imaginou que pudesse ser uma espinha mais resistente ou até mesmo um cisto

A tentativa de espremer não provocou qualquer resultado. Com o passar dos anos, entretanto, a protuberância aumentou de tamanho e passou a apresentar características mais evidentes. Exames de imagem, incluindo ressonâncias magnéticas, tomografias e ultrassonografias, foram realizados para acompanhar a evolução da alteração e sua proximidade com vasos sanguíneos importantes.

Segundo Hope, atualmente é possível perceber a circulação do sangue na região. Em alguns momentos, o local chega a pulsar de forma visível. O crescimento também avançou em direção ao pescoço.

Ao longo dos anos, ela passou por duas cirurgias com o objetivo de diminuir ou interromper o fluxo de sangue para a região. Apesar dos procedimentos, os médicos não conseguiram retirar completamente o hemangioma.

Nova cirurgia envolve riscos

Em uma avaliação recente, Hope descobriu que a alteração está pressionando um importante vaso sanguíneo do rosto. Uma nova operação foi considerada de alto risco pelos médicos, devido à possibilidade de complicações graves.

Entre os riscos apontados estão paralisia e a formação de coágulos que poderiam atingir órgãos vitais, como os pulmões ou o coração. Diante desse cenário, Hope decidiu não realizar uma nova cirurgia.

A decisão também levou em consideração o filho. Para ela, assumir os riscos de uma intervenção apenas para tentar modificar a aparência não seria uma escolha adequada diante da possibilidade de consequências graves.

Aos 27 anos, Hope ainda recebeu outro diagnóstico que passou a ser considerado importante no acompanhamento do caso: a síndrome do anticorpo antifosfolípide (APS), uma doença autoimune associada à formação de coágulos sanguíneos. Segundo o relato dela, a condição também pode ter relação com o comportamento da alteração e aumenta a preocupação com procedimentos cirúrgicos.

Alteração apresenta mudanças ao longo do tempo

Hope afirma que o tamanho e a sensibilidade do caroço variam em determinados períodos. Durante a menstruação, por exemplo, ela percebe que a região fica mais volumosa e dolorida.

Outra mudança foi observada após o nascimento do filho, quando, segundo ela, o hemangioma passou a crescer em direção ao pescoço.

Mesmo convivendo com a alteração desde a adolescência, Hope passou a tratar a própria experiência também como uma forma de conscientizar outras pessoas sobre a importância de procurar avaliação médica diante de alterações persistentes no corpo.

O caso mostra como uma protuberância aparentemente comum pode ter uma causa completamente diferente e reforça que mudanças que permanecem ou aumentam ao longo do tempo devem ser avaliadas por profissionais de saúde.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução

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