Mesmo preso preventivamente desde o dia 9 de julho, o deputado estadual Binho Galinha (Avante) segue movimentando sua pré-campanha à reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Nesta quinta-feira (13), o parlamentar anunciou nas redes sociais a realização de um “adesivaço” em Feira de Santana, marcado para o próximo domingo (16).
A mobilização está prevista para começar às 8h, no escritório político do deputado, localizado na Rua Comandante Almiro, nº 106. Na convocação, Binho pediu que apoiadores compareçam com carros e motocicletas para receber adesivos e outros materiais de divulgação da campanha.
A candidatura do parlamentar à reeleição foi oficializada pelo Avante durante a convenção partidária realizada no dia 27 de julho. Como estava preso, Binho Galinha não participou do evento e foi representado pela irmã, Kelly Cristina Escolano.
Em publicação nas redes sociais, o deputado afirmou que, mesmo impossibilitado de comparecer pessoalmente, fez questão de ser representado na convenção. A mensagem também destacou sua trajetória política, descrita como marcada pela superação, pelo trabalho e pela proximidade com a população.
Candidatura é questionada pelo Ministério Público Eleitoral
Apesar de ter a candidatura oficializada pelo partido, Binho Galinha enfrenta um pedido de impugnação apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).
O órgão solicita que o registro seja rejeitado sob a alegação de que investigações e elementos reunidos em processos apontariam o deputado como líder de uma organização criminosa. Binho Galinha responde a quatro ações penais relacionadas à Operação El Patrón e a desdobramentos das investigações.
O pedido do Ministério Público, no entanto, não significa o indeferimento automático da candidatura. O parlamentar ainda poderá apresentar sua defesa, e caberá ao TRE-BA decidir se concede ou não o registro eleitoral.
Condenação e recursos
Binho Galinha também foi condenado pela Vara Criminal de Feira de Santana a 36 anos e nove meses de prisão no âmbito da Operação El Patrón. A sentença envolve crimes ligados ao Estatuto do Desarmamento, incluindo posse irregular de arma de fogo e posse de arma com numeração suprimida, além de outros delitos relacionados a armamentos.
A decisão ainda está sujeita aos recursos previstos na legislação.
Além disso, o deputado é investigado em procedimentos relacionados às operações El Patrón, Hybris e Estado Anômico, que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro, exploração do jogo do bicho, agiotagem, receptação e associação criminosa.
Enquanto a situação jurídica segue em análise, a equipe política do parlamentar mantém as atividades de campanha e busca mobilizar apoiadores em Feira de Santana para fortalecer sua candidatura à reeleição.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução/Redes Sociais/Instagram


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