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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Sete agentes já morreram baleados em 2026, aponta Instituto Fogo Cruzado

A violência contra agentes de segurança pública voltou a ganhar destaque na Salvador nesta quarta-feira (15), após a morte de dois policiais — um militar e um civil — durante ações distintas na capital baiana.

De acordo com dados da plataforma Instituto Fogo Cruzado, por meio da ferramenta VanIA, sete agentes de segurança já morreram baleados em 2026 na capital e na Região Metropolitana. Ao todo, foram registrados 24 agentes atingidos por disparos de arma de fogo, sendo 17 feridos.

O levantamento aponta ainda que 20 das vítimas são policiais militares e que a maioria dos agentes baleados se identifica como homens negros, evidenciando um recorte social relevante dentro do cenário da segurança pública.

A morte mais recente é a do policial militar Samuel Novais da Silva, atingido por um disparo na perna durante uma ação na Avenida Vasco da Gama, na região do Engenho Velho de Brotas. Segundo a Polícia Militar, equipes da 26ª CIPM realizavam diligências quando foram surpreendidas por suspeitos armados, que iniciaram os disparos.

Além do policial, três suspeitos também foram baleados e encaminhados ao Hospital Geral do Estado (HGE). Em nota, a corporação lamentou a morte do agente e destacou sua trajetória. “Neste momento de dor, a Polícia Militar da Bahia se solidariza com familiares e amigos, reconhecendo a bravura e dedicação do policial, que honrou sua missão até o último instante”, diz o comunicado.

Mais cedo, no bairro de Tancredo Neves, o policial civil Adailton Oliveira foi morto a tiros durante o cumprimento de um mandado judicial. Lotado na 11ª Delegacia Territorial, ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Geral Roberto Santos, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Civil também lamentou o caso e afirmou que irá intensificar as investigações para identificar e responsabilizar os autores do crime.

Os episódios reforçam a escalada da violência enfrentada por profissionais da segurança pública na Bahia, sobretudo em operações de campo, e reacendem o debate sobre estratégias de proteção e enfrentamento ao crime organizado no estado.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução/TV Aratu

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