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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Justiça condena executores da morte de Mãe Bernadete após dois dias de julgamento

Após dois dias de julgamento, a Justiça baiana condenou os responsáveis pelo assassinato da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, crime que chocou o país em 2023. A decisão foi proferida na noite desta terça-feira (14), no Fórum Ruy Barbosa, onde os réus Arielson da Conceição dos Santos e Marílio dos Santos receberam penas de 40 anos, 5 meses e 22 dias, e 29 anos e 9 meses de prisão, respectivamente, ambas em regime fechado.

O julgamento, conduzido pela 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador, reuniu sete jurados, além de representantes do Ministério Público, assistentes de acusação e advogados de defesa. Segundo as investigações, Marílio, conhecido como “Maquinista”, teria sido o mandante do crime, enquanto Arielson, o “Buzuim”, foi apontado como o executor. Ambos são ligados ao grupo criminoso Bonde do Maluco.

O assassinato ocorreu no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, e teria sido motivado pela atuação firme de Mãe Bernadete contra a presença de criminosos na região. Reconhecida como uma importante defensora de direitos humanos, ela já havia denunciado ameaças e solicitado proteção do Estado antes de ser morta dentro do próprio território onde vivia.

Em nota, a Anistia Internacional classificou a condenação como um avanço relevante, especialmente diante do alto número de assassinatos de defensores de direitos humanos no Brasil. No entanto, a entidade alertou para falhas estruturais no sistema de proteção, destacando que a líder quilombola integrava programas de proteção no momento do crime.

O caso, porém, ainda não está totalmente encerrado. Outros três denunciados — Josevan Dionísio dos Santos, o “BZ”, Sérgio Ferreira de Jesus e Ydney Carlos dos Santos de Jesus — aguardam julgamento, ainda sem data definida. A expectativa é de que o desdobramento dessas ações reforce a responsabilização completa dos envolvidos e amplie o debate sobre a segurança de lideranças em áreas vulneráveis.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Redes Sociais

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