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sexta-feira, 6 de março de 2026

Mensagens de banqueiro citam Lula, Bolsonaro e ministros em investigação sobre fraudes no INSS

Mensagens de WhatsApp do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, passaram a integrar as investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI) que apura suspeitas de fraudes em contratos de crédito consignado ligados ao sistema previdenciário.

Os diálogos, obtidos pela Polícia Federal após autorização judicial para quebra de sigilo telemático, foram encaminhados ao colegiado do Congresso e revelados pelo portal g1. As conversas foram trocadas entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025 com a modelo Martha Graeff.

Nas mensagens, Vorcaro relata encontros, viagens e participação em eventos ao lado de diversas autoridades dos Três Poderes. Entre os nomes mencionados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador Ciro Nogueira e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

De acordo com o conteúdo das conversas, o nome mais citado pelo banqueiro é o de Ciro Nogueira, descrito por ele como “um dos grandes amigos de vida”. Em uma das mensagens enviadas em agosto de 2024, Vorcaro comenta um projeto apresentado pelo senador que propunha ampliar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Na conversa, o banqueiro afirma que a proposta seria uma “bomba atômica” para o mercado financeiro, por potencialmente beneficiar bancos de médio porte.

Outras lideranças políticas também aparecem nos diálogos, como o deputado Aécio Neves, o presidente da Câmara Hugo Motta, o presidente do Senado Davi Alcolumbre, o dirigente partidário Antonio Rueda e o ex-governador João Doria.

Em um dos trechos, o banqueiro também faz críticas a Jair Bolsonaro após uma publicação do ex-presidente na rede social X sobre o Banco Master.

A Polícia Federal ressaltou que o fato de autoridades serem citadas nas conversas não significa que elas estejam sendo investigadas. O material foi anexado ao inquérito e enviado à CPMI que investiga possíveis irregularidades em operações de crédito consignado relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).




Por Ataíde Barbosa/Foto: Divulgação

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