Chegou ao fim, na noite desta quarta-feira (25), o julgamento que apurou a morte brutal da cantora gospel Sara Freitas, assassinada em outubro de 2023. Após cerca de 35 horas de sessão no Fórum de Dias d'Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, o júri popular condenou os três acusados de participação direta no crime.
Apontado como mandante, Ederlan Mariano, marido da vítima, foi condenado a 34 anos e 5 meses de prisão em regime fechado. Ele foi considerado culpado por feminicídio, ocultação de cadáver e associação criminosa.
Também julgados, Weslen Pablo Correia de Jesus, conhecido como bispo Zadoque, e Victor Gabriel Oliveira Neves receberam penas de 28 anos e 6 meses e 33 anos e 2 meses de reclusão, respectivamente, pelos mesmos crimes.
O julgamento teve início na terça-feira (24) e se estendeu por dois dias intensos, com a participação de sete jurados, além de representantes do Ministério Público, assistentes de acusação e advogados de defesa.
Crime premeditado
O assassinato de Sara Freitas chocou a população pela violência e pela forma como foi executado. A cantora foi morta com 22 facadas após ser atraída para um suposto evento religioso, que na verdade fazia parte de uma emboscada.
O crime ocorreu no dia 24 de outubro de 2023 e, desde então, mobilizou investigações que apontaram a participação de múltiplos envolvidos.
Antes deste julgamento, outro acusado já havia sido condenado. Gideão Duarte de Lima, responsável por levar a vítima até o local do assassinato, recebeu pena de 20 anos e 4 meses de prisão.
Desfecho e impacto
A condenação dos envolvidos representa um desfecho importante para o caso, considerado um dos mais chocantes dos últimos anos na Bahia. A decisão do júri reforça o entendimento de que o crime foi planejado e executado de forma cruel, com participação de mais de uma pessoa.
Além da brutalidade, o caso reacende o debate sobre a violência contra a mulher e a necessidade de medidas mais eficazes para prevenir o feminicídio, crime que segue fazendo vítimas em diferentes regiões do país.
Para familiares e para a sociedade, o julgamento encerra uma etapa dolorosa, mas mantém viva a cobrança por justiça e por ações que impeçam que tragédias como essa se repitam.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução


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