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sexta-feira, 27 de março de 2026

Ex-diretor de presídio segue preso por morte de empresária em hotel de Aracaju

A Justiça de Sergipe decidiu manter a prisão do policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, apontado como principal suspeito de matar a namorada, a empresária Flávia Barros, em um hotel na cidade de Aracaju. O crime ocorreu no último domingo (22) e segue sob investigação.

Após receber alta do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), onde estava internado depois de tentar tirar a própria vida, Tiago foi encaminhado ao Presídio Militar de Sergipe (Presmil), onde permanece custodiado.

O caso teve forte repercussão tanto em Sergipe quanto na Bahia, especialmente em Paulo Afonso, cidade onde o casal residia. Segundo informações oficiais da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap), o servidor foi exonerado do cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso logo após o episódio. A pasta informou ainda que ele não respondia a processo administrativo disciplinar e possuía histórico funcional considerado regular.

De acordo com as investigações, o casal estava em Aracaju para assistir a um show na noite anterior ao crime. A ocorrência foi registrada por volta das 5h20, após denúncias de disparos de arma de fogo no hotel. Quando policiais chegaram ao local, encontraram a porta do quarto arrombada e os dois sobre a cama, ambos feridos.

Flávia Barros não resistiu aos ferimentos. Já Tiago foi socorrido com vida e levado ao hospital, onde permaneceu internado até receber alta. A Polícia Civil trata o caso como feminicídio.

Amigas da vítima relataram que o relacionamento entre os dois era recente. Eles se conheciam desde novembro de 2025, mas haviam oficializado o namoro apenas uma semana antes do crime, no dia 15 de março, data do aniversário de Flávia.

Conhecida em Paulo Afonso, Flávia atuava como empresária à frente de negócios no setor financeiro e também mantinha presença ativa nas redes sociais, onde compartilhava sua rotina, viagens e experiências pessoais, reunindo milhares de seguidores.

O caso segue em investigação, e a manutenção da prisão do suspeito reforça a linha adotada pela Justiça diante da gravidade dos fatos.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução

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