A morte do sargento da reserva Romão Roberto dos Santos, vítima de latrocínio no último fim de semana em Candeias, elevou para cinco o número de policiais militares assassinados na Bahia em 2026. O cenário preocupa autoridades e evidencia a vulnerabilidade dos agentes, mesmo fora do serviço.
Os casos chamam atenção não apenas pela quantidade, mas pela frequência. Somente no mês de março, três policiais foram mortos, sendo duas ocorrências registradas em menos de 48 horas. As mortes aconteceram em diferentes cidades, como Salvador, Santaluz, Eunápolis e Candeias, em contextos distintos — desde confrontos armados até tentativas de assalto e intervenções em situações de conflito.
Entre os episódios mais recentes, está o assassinato do capitão da reserva Joseval da Silva, morto a facadas ao tentar intervir em uma discussão em Eunápolis. Já em Santaluz, o sargento Vagner Carneiro Firmo foi vítima de uma emboscada no início de março. Ainda neste ano, também foram mortos o capitão Osniésio Pereira Salomão, em Salvador, e o policial Eduardo César do Nascimento, durante confronto em serviço.
Os casos envolvem agentes em diferentes situações: na ativa, na reserva e até já na reforma, o que reforça a complexidade do problema e a exposição contínua desses profissionais à violência.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia destacou investimentos recentes na área, afirmando que cerca de R$ 1,2 bilhão foram aplicados nos últimos três anos em estruturas, equipamentos de proteção, viaturas semiblindadas e capacitação das forças de segurança. O órgão reforçou que seguirá ampliando ações para proteger os agentes e fortalecer o combate ao crime organizado.
Diante da sequência de crimes, cresce a preocupação com a segurança dos policiais dentro e fora do horário de serviço, além da necessidade de estratégias mais eficazes para conter a violência no estado.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução Redes Sociais


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