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sexta-feira, 27 de março de 2026

ACM Neto define vice, monta chapa e calibra alianças nacionais de olho em 2026


O ex-prefeito de Salvador ACM Neto deu um passo decisivo na corrida pelo governo da Bahia em 2026 ao avançar na formação de sua chapa majoritária, consolidando alianças estratégicas e ajustando o discurso político após o resultado das últimas eleições.

Durante agenda em Jequié, Neto confirmou o prefeito Zé Cocá (PP) como pré-candidato a vice-governador. A composição ainda conta com o senador Angelo Coronel (Republicanos) e o ex-ministro João Roma (PL), que se colocam como nomes ao Senado Federal, fortalecendo a base do grupo oposicionista.

No anúncio, Neto adotou um tom de autocrítica ao relembrar a eleição de 2022, quando escolheu a empresária Ana Coelho como vice. Segundo ele, a decisão de agora reflete aprendizado político. 

“Cometi erros há quatro anos. Na vida, é muito importante ter humildade para admitir erros e corrigir, fazer diferente”, afirmou.

O movimento também sinaliza uma mudança de estratégia: desta vez, a aposta recai sobre um nome com forte inserção política no interior, região considerada decisiva no último pleito estadual. A escolha de Zé Cocá reforça a tentativa de ampliar a presença fora da capital e dialogar com lideranças municipais.

Ao lado deles, a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), também demonstrou disposição para compor a chapa, evidenciando a disputa interna por espaço e o peso político da formação majoritária.

A oficialização completa da chapa deve ocorrer na próxima segunda-feira (30), em um grande evento no interior do estado — com Zé Ronaldo (União Brasil) cotado como anfitrião, em Feira de Santana. A escolha do local reforça a estratégia de interiorização da campanha, mirando diretamente o eleitorado que foi determinante para a vitória de Jerônimo Rodrigues (PT) em 2022.

Paralelamente à montagem da chapa estadual, Neto mantém cautela no cenário nacional. Apesar da aproximação com o PL, o ex-prefeito evita antecipar apoio ao pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), temendo impactos negativos na Bahia, onde o bolsonarismo enfrenta resistência significativa.

Nos bastidores, aliados defendiam inicialmente uma aproximação com Ratinho Jr. (PSD), mas, com a saída do nome do páreo, o foco se volta para alternativas dentro do partido, como Ronaldo Caiado e Eduardo Leite.

A relação pessoal de Neto com Caiado é vista como um trunfo para um alinhamento mais imediato, enquanto uma eventual composição com Eduardo Leite dependeria de maior articulação política. Diante desse cenário, o ex-prefeito busca equilibrar o palanque estadual com as definições nacionais, evitando movimentos que possam comprometer seu desempenho eleitoral em 2026.




Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução/Instagram/Jefferson Rudy/Agência Senado/Divulgação/Câmara dos Deputados/Ulisses Dumas

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