A partir de 2026, passageiros que pretendem viajar de ônibus interestadual ou avião precisarão apresentar a Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que substitui o antigo Registro Geral (RG). A nova identificação passará a ser obrigatória em embarques nacionais e internacionais, tanto em aeroportos quanto em rodoviárias. Quem não fizer a atualização poderá enfrentar impedimentos no embarque e transtornos durante a viagem.
A mudança já está em fase de implementação. Estados brasileiros iniciaram o processo de adaptação e a exigência deve valer em todo o país nos próximos anos. O alerta é claro: o RG antigo deixará de ser aceito como documento válido para viagens a partir de 2026.
O que é a Carteira de Identidade Nacional
A CIN utiliza o número do CPF como identificador único do cidadão em todo o território nacional. O novo modelo conta com QR Code, dados digitais integrados e validação unificada, o que reduz fraudes e facilita a conferência das informações. Segundo o Governo Federal, o documento amplia a segurança e simplifica o acesso a serviços públicos e privados.
Com a atualização das regras, o setor de transporte também passa a exigir a nova identidade, tornando arriscado viajar sem a CIN.
Onde a exigência já começou
O estado do Piauí foi um dos primeiros a iniciar a fiscalização. A Secretaria da Segurança Pública informou que a exigência começa ainda este ano, com atenção especial ao período do Carnaval. Passageiros já vêm sendo alertados para evitar problemas no momento do embarque. A expectativa é que outros estados adotem o mesmo padrão de forma gradual até a aplicação nacional da regra.
Prazos e validade
O RG tradicional continuará válido para outros fins até 2032. No entanto, para viagens, a exigência muda antes. A partir de 2026, apenas a Carteira de Identidade Nacional será aceita em ônibus interestaduais e voos comerciais.
O que acontece sem a CIN
Empresas aéreas e rodoviárias estarão autorizadas a impedir o embarque de passageiros que apresentarem documento desatualizado ou inválido. A orientação já foi repassada ao setor de transporte em âmbito nacional.
Como emitir a Carteira de Identidade Nacional
O processo de emissão segue um padrão nacional:
Procurar o Instituto de Identificação ou órgão responsável no estado
Apresentar certidão de nascimento ou casamento original e CPF
Realizar o cadastro, com coleta de biometria e fotografia
Aguardar a entrega do documento físico ou acessar a versão digital pelo aplicativo Gov.br
A primeira via da CIN é gratuita. Em caso de perda ou roubo, a emissão da segunda via está sujeita à cobrança de taxa.
Dúvidas frequentes
Quem precisa trocar o RG?
Pessoas que ainda utilizam o RG antigo, crianças e adolescentes sem documento com foto válido e quem deseja utilizar a versão digital.
Quanto tempo leva a emissão?
O prazo médio é de 7 a 15 dias úteis, variando conforme o estado.
A versão digital é aceita para embarque?
Sim, desde que esteja ativa no aplicativo Gov.br.
A CIN substitui o passaporte?
Não. A CIN só pode ser usada para viagens internacionais em países que mantêm acordo com o Brasil, como os integrantes do Mercosul.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Divulgação


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