Pré-candidato ao Palácio de Ondina, ACM Neto (União Brasil) afirmou que, caso seja eleito governador da Bahia, pretende promover uma ampla reestruturação administrativa e fiscal no estado. O ex-prefeito de Salvador sustenta que a prioridade será reorganizar as contas públicas, revisar contratos de empréstimos e redirecionar recursos para áreas consideradas estratégicas, como segurança, saúde e educação.
Entre as primeiras medidas anunciadas está a redução da estrutura do governo estadual. Segundo ele, haverá corte de secretarias e revisão de despesas que considera excessivas, com o objetivo de “gastar menos com a máquina e mais com o cidadão”. Neto também declarou que fará uma análise detalhada dos 23 empréstimos já contratados, que somam cerca de R$ 26 bilhões, avaliando prazos, encargos e finalidades antes de decidir pela manutenção ou reavaliação das operações.
Na área da segurança pública, apontada por ele como a principal preocupação dos baianos, o pré-candidato defende maior protagonismo do governador no enfrentamento à violência. Ele propõe valorização salarial e estrutural das polícias, investimentos em inteligência e tecnologia, além da construção de novos presídios de segurança máxima para conter o avanço das organizações criminosas. Como referência, citou o modelo adotado em Goiás sob a gestão do governador Ronaldo Caiado.
Ao criticar a atual administração estadual, comandada por Jerônimo Rodrigues, Neto afirmou que a parceria política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não resultou em melhorias nos índices de violência. Para ele, a solução exige liderança firme e articulação institucional, mas vai além de alinhamentos partidários.
Na educação, prometeu revogar imediatamente a portaria conhecida como “aprovação automática”, restabelecendo, segundo ele, a autonomia dos professores na avaliação dos estudantes. O pré-candidato argumenta que a medida amplia desigualdades entre as redes pública e privada e compromete a qualidade do ensino.
Sobre o projeto da Ponte Salvador–Itaparica, Neto reconhece a importância estratégica da obra, mas afirma que pretende reavaliar a viabilidade econômica e dialogar com os parceiros internacionais responsáveis antes de qualquer decisão definitiva.
No campo político, o ex-prefeito sinalizou que a chapa majoritária da oposição deve ser anunciada até o fim de março. Ele confirmou que o ex-ministro João Roma (PL) e o senador Angelo Coronel são nomes cotados para a disputa ao Senado. Quanto à eleição presidencial, adiantou que apoiará um candidato de oposição ao PT, embora a definição oficial deva ocorrer apenas mais próximo do período eleitoral.
Ao analisar o cenário nacional, ACM Neto avaliou que, embora Lula ainda mantenha força política no Nordeste, sua influência não é a mesma de eleições anteriores, o que, em sua visão, abre espaço para uma disputa mais equilibrada na Bahia.
Por Ataíde Barbosa/Foto: Marina Silva/Arquivo CORREIO


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