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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Motorista por aplicativo segue desaparecido e polícia apura quatro linhas de investigação em Simões Filho

O desaparecimento do motorista de aplicativo João Henrique Cerqueira de Matos, de 25 anos, morador de Simões Filho, segue sob investigação e levanta quatro linhas principais apuradas a partir de indícios iniciais e relatos colhidos pela família e equipes de apoio. João foi visto pela última vez na noite de domingo (11), após informar que encerraria o expediente fazendo apenas mais uma corrida.

Pouco tempo depois, o contato foi interrompido. O celular do motorista parou de emitir sinal, e a última localização registrada aponta para o Centro Industrial de Aratu (CIA). Dias depois, o veículo alugado utilizado por ele no trabalho foi localizado abandonado, intacto, porém com o interior revirado, na Rua Bonsucesso, área dos fundos da Ceasa, em Salvador.

Linha 1: emboscada durante corrida

A principal hipótese considera que João tenha sido vítima de uma emboscada durante uma corrida solicitada pelo aplicativo. O aviso de que faria a última viagem, seguido do desaparecimento imediato, reforça essa linha. O fato de o carro não ter sido levado indica que o objetivo da ação teria sido retirar o motorista, e não subtrair o veículo. O interior revirado sugere busca por celular, documentos ou outros objetos pessoais.

Linha 2: sequestro é descartado

A possibilidade de sequestro foi analisada, mas perdeu força. De acordo com a família, nenhuma tentativa de contato ou pedido de resgate foi registrada, mesmo após vários dias. O silêncio dos possíveis criminosos enfraquece essa linha de investigação.

Linha 3: interceptação criminosa no trajeto

Outra versão apurada indica que João pode ter sido chamado para buscar um passageiro na região de São Tomé de Paripe. Durante o deslocamento, o veículo teria sido interceptado por criminosos com outro alvo, e o motorista acabou levado por ter presenciado a ação, numa possível tentativa de eliminação de testemunha.

Linha 4: latrocínio perde força

A hipótese de latrocínio também foi considerada inicialmente, mas perdeu consistência. Em crimes patrimoniais, o veículo costuma ser roubado ou desmontado, o que não ocorreu neste caso. Os vestígios indicam ação direcionada à vítima, e não ao bem material.

Buscas e informações anônimas

Com poucos elementos confirmados, a família acionou a Equipe Motta, que atua nas buscas com apoio de voluntários. Dois pontos concentram as diligências: o Centro Industrial de Aratu, onde o celular teria registrado a última localização, e a Região da Pederias, na divisa entre Salvador e Simões Filho, citada em denúncias anônimas como possível área de desova.

Relatos indicam que o corpo poderia estar em áreas próximas ao local onde o sinal do telefone desapareceu, no CIA. Até o momento, nenhum vestígio foi localizado. O sinal do aparelho segue aparecendo na rotatória do Centro Industrial de Aratu, que liga à Ilha de São João.

A esposa da vítima acompanha as buscas e reforça o pedido por informações que possam contribuir com a investigação. Qualquer dado pode ser repassado de forma anônima às autoridades.

Uber não se posiciona

A reportagem entrou em contato com a Uber, após a família afirmar que João trabalhava pela plataforma, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria.





Por Ataíde Barbosa/Foto: Reprodução/Redes Sociais

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